DSAI’2007

Nos dias 8 e 9 de Novembro, a “grande” turma de multimédia, juntamente com o Professor Bruno Giesteira e o antigo aluno da vertente multimédia Nuno Regadas, foram até Vila Real participar na DSAI’2007.
Trata-se da primeira conferência internacional sobre Desenvolvimento de Software para optimizar a Acessibilidade e para eliminar a Info-exclusão.
A conferência teve lugar na UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e durante estes dois dias o programa do evento dividiu-se em palestras e em workshops, visando informar sobre as mais recentes tecnologias na área e visando incluir todos os participantes no desenvolvimento e optimização de conteúdos acessíveis para todos os cidadãos.
O programa foi composto da seguinte forma:

Quinta-Feira 8
9:00 – Registo dos participantes
9:30 – Abertura
10:00 – Sessão de Abertura: “The Role of Biofeedback in Everyday Applications for People with Disabilities”
11:00 – Sessão de Worshops
W1 – Iteach of DSAI’2007
W2 – Accessibility Challenges of Virtual Worlds
w4 a) – Usability, Accessssibility of navegational systems based on GPS tracking
14:30 – Primeira Sessão – “Software and Web Accessibility
16:30 – Segunda Sessão – “Interfaces and Interaction”
18:30 – Fim das Sessões

Sexta-Feira 9
9:00 – Abertura
9:30 – Sessão de Workshops
w3 – Speech Technology for Accessibility
14:30 – Terceira Sessão – “Technologies”
16:30 – Conclusões
17:00 – Sessão de Encerramento

A “grande” turma de Multimédia, como não poderia deixar de ser, também participou nos workshops, no entanto trabalhou um tema que foi proposto mais tarde para a sessão de workshops: “Análise da Plataforma do E-Learning Café.
Para efectuar uma melhor análise do ponto de vista da Usabilidade e da Acesibilidade foi-nos proporcionada a utilização de várias tecnologias de apoio aos Cidadãos com Necessidades Especiais.
Interagimos com as mais variadas gadjets desde o teste com código Morse; ao Head Mouse; ao Ecrã Táctil; ao leitor de movimentos da íris e ao apontador de cabeça.

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Depois de testes com estas tecnologias e depois de testes com utilizadores, procedemos a análise da Plataforma face aos resultados que havíamos obtido com os testes.
As conclusões podem ser consultadas no power point que se encontra disponível para download.

e-learning_apresentacao.pps

Uma viagem muito rica em conhecimento: se na cadeira de ergonomia das aplicações multimédia já olhávamos para os conteúdos de uma forma diferente, esta conferência fomentou esse novo olhar sobre os conteúdos e dotou-nos de conhecimento sobre o uso das novas tecnologias na área da Acessibilidade.
Mas como de uma viagem não se leva só a bagagem cultural (por maior que esta seja), aqui estão alguns dos episódios mais cómicos destas meninas de Multimédia 😉

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Aprofundamento da Análise Automática

Este artigo surge na continuação do post da Análise Automática de um site da Administração Pública.
A análise foi complementada foi utilizado o browser Opera e o leitor de ecrã Jaws.
Para compreender melhor a forma como a análise foi feita é necessário esclarecer o conceito do Opera e do Jaws. O Opera é um browser que possui ferramentas e funcionalidades que permitem verificar as Directrizes da Acessibilidade na Web, isto é, permite verificar de uma forma simples se os sites se encontram dentro dos parâmetros estipulados pela WAI. O leitor de ecrã Jaws foi desenhado para permitir aos invisuais navegarem pela web, uma vez que “lê” o conteúdo das páginas web.

O Jaws e o Opera devem ser utilizados em coonjunto, uma vez que para o Jaws proceder à leitura do ecrã é necessário que a página web esteja desformatada, ou seja, na sua línguagem mais pura, o html. Este processo torna-se ainda mais simples, se o site estiver de acordo com as directrizes da acessibilidade na web, uma vez que facilita a leitura do ecrã.

As conclusões que foram tiradas na análise anterior apontaram para uma inadequação do site às directrizes de acessibilidade, o que se verificou na leitura do site do Ministério da Saúde com o Jaws.

A primeira dificuldade, que se encontrou com o leitor de ecrã, tem a ver com o facto de o software funcionar através de comandos de teclado que navegam pelos conteúdos: o site possui uma quantidade enorme de tabelas e frames, que desformatadas desorganizam-se de uma tal forma que é quase impossível navegar com atalhos de teclado pelas opções.

Outra dificuldade que se apresentou na leirura do ecrã foi o facto de a página conter alguns conteúdos em javascript, algo que o Jaws não consegue ler muito bem, pelo menos não ao ponto de tornar o conteúdo perceptível.

O software também não conseguiu ler as imagens, visto estas não possuirem legendas. Isto torna o site ainda mais confuso de navegar, uma vez que muitos conteúdos textuais são apresentados em forma de imagem, é o caso dos botões que não são feitos em linguagem html, mas guardados como imagens.

À semelhança do que acontece com as imagens, os links também não conseguem ser lidos correctamente, uma vez que não possuem qualquer indicação da página que irão direccionar o utilizador. Este fica sem saber para onde vai e como o conteúdo é apresentado no ecrã: se em nova janela, novo separador ou na mesma janela em que se encontra.

O site possui inúmeras tabelas que o software não consegue ler correctamente, fazendo uma leitura completamente desconexa.

Além dos pontos que foram especificados, concluiu-se que é muito difícil de fazer uma leitura organizada e minimamente compreensível do site do Ministério da Saúde. A maioria das funções e opções que o site disponibiliza passam completamente despercebidas pelos utilizadores invisuais: notícias, funções de pesquisa, documentos externos… Todas estas variantes não podem ser exploradas pelos utilizadores invisuais o que tornam o site completamente disfuncional: são poucas as informações que um invisual poderá retirar daquele site.
Mais uma vez, é evidente a falta de atenção que é demonstrada para com os utilizadores com necessidades mais específicas. Os sites das administração pública que deveriam ser sites concebidos a pensar em todos os cidadãos, uma vez que possuem informação de extrema importância, deixam muito a desejar no que diz respeito a utilizadores com necessidades especiais.

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Palestra da YDreams

A palestra da YDreams que decorreu na segunda-feira passada foi simplesmente deliciosa…
A empresa é simplesmente extraordinária: concebe projectos de reality computing para todo o tipo de empresas e para todo o tipo de suportes.

O paradigma da empresa é sem dúvida o “Reality Computing” e o objectivo é, de acordo com eles, “reduzir a zero a distância entre o utilizador e os conteúdos“.
As palavras de ordem deles são inovação e criatividade: a empresa desenvolve produtos completamente originais, super divertidos e totalmente funcionais. A empresa desenvolve interfaces que se aplicam a todo o tipo de coisas, desde o elemento mais simples e óbvio, até ao elemento mais impensável, a título de exemplo: eles desenvolveram de raiz vários conteúdos para o “Bragança Science Center and Silk House“, com interfaces extremamente interessantes e criativos conseguiram construir um museu totalmente interactivo e que teve um enorme sucesso junto do público-alvo; outro dos projectos criados, este de cariz mais simples, foi um simples manual de telemóveis e suas aplicações para a loja da vodafone, o interface era um ecrã que simulava a viragem das páginas do livro e o utilizador poderia fazer todo o tipo de acções usando apenas as mãos.

Aqui estão alguns dos exemplos de inovações que a YDreams conseguiu fazer para várias empresas que a contrataram:

New Toyota Showroom

Hello Kitty Store

Vodafone WOW Stores

A interactividade com o utilizador é de extrema importância para eles e foi dentro deste tema que a maioria da palestra se desenvolveu: apresentaram todo o tipo de etapas que atravessavam para a criação dos projectos, os problemas mais comuns com os quais se deparavam, as soluções mais fáceis e óbvias para os seus problemas, os mestres e inspirações das suas obras…
Um dos mentores mais falados foi Randy Pausch, um pioneiro no campo do mapeamento do mundo virtual

Durante a palestra ouviram-se várias vezes as palavras heurística, affordance e mapeamento do mundo virtual, palavras às quais consegui associar conceitos e imagens. Por outras palavras, consegui seguir claramente o pensamento deles e consegui concretizar as ideias que expunham, ao contrário de muitas pessoas que se encontravam no auditório.

Algumas das frases e palavras que os formadores utilizaram e que me chamaram bastante atenção por conseguir ligar perfeitamente às aulas de Ergonomia foram:

– “O Interface ideal será algo invisível”;
– “tão comum, intuitivo e natural como uma cadeira”;
– “A aprendizagem de um sistema deve ser tão fácil como respirar, comer ou beber”;
– “O design deverá ser tão surpreendente como uma janela aberta numa sala rodeada de paredes”;
– “O interface está em todo o lado”;
– “O sistema tem de ser intuitivo e baseado no conhecimento adquirido cultural e social”;
– “Pegar em objectos comuns e dar-lhes funções totalmente inovadoras”;
– “Somos Multimodais, logo as interfaces também o devem ser”;

A frase com a qual terminaram a palestra foi proferida por Alan Kay e penso que traduz exactamente aquilo que a YDreams faz:
The best way to predict the future is to invent it

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Modelo Conceptual da Infografia Dinâmica

O tema da infografia centrar-se-á na apresentação de uma árvore (uma cerejeira) que, através de várias etapas (induzidas pelo utilizador), irá funcionar como metáfora para o site direccionado para a gestão do stress.
O Público-alvo da infografia será muito mais abrangente que o do próprio site: pretende-se
fazer uma pequena apresentação daquilo que os utilizadores podem encontrar no site, por isso irá ser direccionada para todos aqueles que sofrem de stress, se interessam pelo tema ou apenas se preocupam com algum familiar ou amigo que sofra deste mal.

O objectivo geral do projecto será fazer a apresentação do site de uma forma sucinta e apelativa. A sua primeira função será fazer entender ao utilizador os malefícios que advém do stress e apresentar soluções para evitar e para combater a doença.
A infografia apresentará todos os conteúdos principais do site não só através da metáfora visual, mas também através de um pequeno texto alusivo a cada tema.
Manter-se-á uma ligação temática e estética ao site, isto é, a própria árvore irá ter como base (raiz) os fundamentos do site: paz, equilíbrio, energia e prazer e será concebida imitando uma ilustração em tinta-da-china.
A infografia irá desenvolver-se da seguinte forma:
– Em primeiro lugar, fará uma pequena alusão ao que é o stress e aos malefícios que a doença pode causar.
– Depois apresentará os temas principais do site: Alimentação, Técnicas de Coping, Pensamentos e Conselhos.
Todos estes temas terão um pequeno texto associado que explicará a importância da respectiva categoria na gestão do stress e links para as subcategorias que possuem.
A título de exemplo, no tema alimentação, depois de um pequeno texto explicativo, o utilizador poderá ter acesso às 2 subcategorias que lhe estão associadas: alimentação equilibrada e receitas.
Associados às subcategorias, existirão novamente pequenos textos explicativos do conteúdo da subcategoria no site.

O conceito do projecto é exactamente estabelecer uma comparação entre o site e as etapas da vida de uma árvore. A selecção da árvore como metáfora encontra justificação no facto de ser um organismo vivo que representa tudo aquilo que é natural; de representar visualmente um ciclo, de uma forma muito clara e à qual o utilizador poderá facilmente associar a palavra vida. À semelhança das sementes que são lançadas à terra e que depois passam por uma série de metamorfoses até se transformarem numa árvore, também o site pretende lançar pequenas sementes de equilíbrio, energia e paz para que mais tarde o ser-humano, neste caso o utilizador, possa brilhar com toda a sua força, explorar ao máximo as suas capacidades, aproveitar ao máximo a vida.
O objectivo final do projecto, será exactamente o de mostrar que esta vitalidade só poderá ser alcançada se combatermos e aprendermos a gerir o stress.

A estrutura da infografia irá imitar aquela de uma árvore. Terá como base raízes que estarão associadas a 4 palavras (fundamentos do site): equilíbrio; energia; paz e prazer. Ao viajar por estas palavras o utilizador encontrará diferentes causas e consequências do stress.
Ao clicar nas palavras, o utilizador procederá à próxima etapa da vida de uma árvore. A árvore rompe para a luz, deixa o solo (metáfora para uma nova vida, um novo olhar sobre as coisas), cresce e ramifica.
Os ramos terão nas suas pontas as opções do menu principal do site: Alimentação; Técnicas de Coping; Pensamentos e Conselhos. Cada uma destas palavras terá uma pequena explicação, contextualização quando o utilizador passa com o rato. Ao clicar na palavra, ramo que lhe é associado ou texto, o utilizador terá acesso a uma nova ramificação que apresentará as subcategorias que existem no separador principal.
Ao passar por cada subcategoria, um novo texto explicativo irá aparecer.

Quando o utilizador tiver chegado ao fim de uma ramificação, uma pequena flor brotará na ponta do ramo, simbolizando o final de um percurso e os frutos que provêm desse caminho.

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Protótipo Lo-Fi

O protótipo Low-fi do projecto final de Ergonomia das Aplicações Multimédia é abaixo apresentado, contendo as legendas indicativas de cada um dos elementos expostos.
É importante sublinhar que é apenas um simples esboço do que há muito se encontrava na minha cabeça em linhas soltas.
Em princípio o site irá possuir uma estética baseada na arte oriental: imagens, cores, ilustrações, affordances, metáforas, símbolos irão todos apontar para uma influência oriental, uma espécie de concretização da filosofia ZEN.

Home

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Alimentação

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Técnicas de Coping

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Todas as animações, transições, sons e comportamentos irão imitar movimentos orgânicos e naturais. Isto, apenas será 100% visível no último protótipo do projecto.
As affordances, animações e ilustrações serão realizadas de forma a imitarem desenhos em tinta da China. Todos estes elementos já estarão apresentados no protótipo Medium-Fi do projecto. No entanto, gostaria de antes de lançar todos estes elementos fazer uma avaliação e testes com utilizadores para saber se as affordances que escolhi serão as melhores.

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Análise Automática

No âmbito da “Web Accessibility Initiative – WAI“, uma iniciativa que tem como missão promover a acessibilidade da Web para pessoas com deficiência, surgem as “Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web – 1.0“. Ao todo são 65 pontos de verificação divididos por 14 directrizes que mostram como tornar um conteúdo da web acessível a utilizadores comuns e utilizadores com necessidades especiais.
Estes 65 pontos de verificação encontram-se divididos em três níveis de prioridades, são eles:

Nível de Prioridade 1 – Pontos que os criadores de conteúdo Web têm absolutamente de satisfazer. Se não o fizerem, um ou mais grupos de utilizadores ficarão impossibilitados de aceder a informações contidas no documento. A satisfação deste tipo de pontos é um requisito básico para que determinados grupos possam aceder a documentos sedeados na Web.

Nível de Prioridade 2 – Pontos que os criadores de conteúdo Web devem satisfazer. Se não o fizerem, um ou mais grupos de utilizadores terão dificuldades em aceder a informações contidas no documento. A satisfação deste tipo de pontos traduzir-se-á na remoção de obstáculos significativos ao acesso a documentos sedeados na Web.

Nível de Prioridade 3 – Pontos que os criadores de conteúdo Web podem satisfazer. Se não o fizerem, um ou mais grupos poderão deparar-se com algumas dificuldades em aceder a informações contidas nos documentos. A satisfação deste tipo de pontos irá melhorar o acesso a documentos sedeados na Web.

As 14 directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web actuam no âmbito da inclusão dos Cidadãos com Necessidades Especiais na Sociedade da Informação.
Visando este fim, foi também criado o “Manual de Boas Práticas da AP – Administração Pública” que tem como objectivo tornar os sites da administração pública acessíveis a todos.
Para avaliar qualquer tipo de conteúdo web segundo estas normas e directrizes são utilizados programas e ferramentas que fazem a verificação automática integral ou parcial destes pontos.
Como estudo de caso, foi seleccionado um site da administração pública, o site do Ministério da Saúde, e para a sua verificação automática foi utilizado o HERA.
A ferramenta HERA é bastante eficaz na verificação do cumprimento das 14 directrizes.
Os resultados obtidos através da análise automática do HERA foram os seguintes:

Free Image Hosting at www.ImageShack.us

Ao todo existem 37 pontos a serem verificados manualmente, 1 ponto correcto, 17 pontos incorrectos e 10 pontos que não são verificáveis neste site.
Foi encontrado apenas 1 ponto correcto de acordo com as directrizes estabelecidas pela WAI, sendo este de Prioridade 2.

Ponto 5.4
“Se uma tabela for utilizada para formatar uma página, não utilize qualquer notação de estrutura para efeitos de formatação visual”
Há 135 tabelas que não usam células de cabeçalho (<th>);

Existem pontos com erros: 3 de Prioridade 1; 10 de Prioridade 2 e 4 de Prioridade 3.

Erros de Prioridade 1

Ponto 1.1
“Forneça um equivalente textual para todo o elemento não textual. Pode ser feito através do atributo “alt”, ou “longdesc” ou no conteúdo do elemento. Isto abrange: imagens, representações gráficas de texto, incluindo símbolos, regiões de mapas de imagem, animações, como é o caso dos GIFs animados, applets e objectos programados, arte ASCII, painéis/frames, programas interpretáveis, imagens utilizadas em listas como sinalizadores de pontos de enumeração, espaçadores, botões gráficos, sons (reproduzidos com ou sem interacção do utilizador), ficheiros de áudio independentes, pistas áudio de vídeo e trechos de vídeo)”
Há 146 imagens sem textos alternativos. Também há 17 imagens que contêm o atributo “alt”, mas sem texto de legenda que indique a sua função;

Ponto 6.3
“Certifique-se que as páginas são usáveis quando scripts, applets, ou outros objectos programáveis se encontram desactivados ou não são suportados. Se isto não for possível, forneça informação equivalente numa página alternativa acessível”
*Links” onclick=”display(‘p_6301’); return false;”
Há 3 links que se activam mediante scripts;

Ponto 8.1
“Faça com que os elementos programáveis tais como scripts e applets sejam directamente acessíveis ou compatíveis com tecnologias de apoio”
*(Prioridade 1 se a funcionalidade é importante e não se encontra noutro local de forma redundante e acessível; caso contrário, Prioridade 2)
Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes;

Erros de Prioridade 2

Ponto 3.2
“Crie documentos validando a notação com a gramática formal publicada”
A página não se encontra validada de acordo com a gramática;

Ponto 3.3
“Use folhas de estilo para controlar a disposição dos elementos na página e a forma de os apresentar”
Utilizam-se 504 atributos HTML e não CSS para controlar a apresentação.

Ponto 3.4
“Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo”
Encontraram-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas;
Detectaram-se unidades absolutas (in|cm|mm|pt|pc) e tamanhos de fonte definidos em pixéis nos valores das folhas de estilo;

Ponto 3.5
“Use os elementos cabeçalho (<H1>…<H6>) para transmitir a estrutura dos documentos e utilize-os de acordo com as especificações”
Não são utilizados cabeçalhos;

Ponto 6.4
“No caso dos scripts e dos applets, certifique-se que os eventos que o manipulam funcionam independentemente do dispositivo de entrada (Este ponto inclui o 9.3)”
Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.

Ponto 9.3
“No caso dos scripts, especifique manipuladores de eventos por software em vez de manipuladores de eventos dependentes de dispositivos”
Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo.

Ponto 10.2
“Até que os agentes do utilizador suportem associações explicitas entre os rótulos e os controlos de formulário, para todos os controlos com rótulos implicitamente associados, certifique-se que os rótulos se encontram apropriadamente posicionados”
Há 5 controlos de formulário que deveriam levar etiquetas, no entanto não há nenhum atributo “label”;

Ponto 11.1
“Use tecnologias W3C quando a mesma esteja disponível e seja apropriada para uma tarefa. Utilize as versões mais recentes, desde que suportadas”
É utilizada uma versão antiga de HTML (<!DOCTYPE HTML PUBLIC “-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN” >);

Ponto 11.2
Evite o uso de notação obsoleta das tecnologias do W3C
São utilizados 508 atributos obsoletos em HTML 4.01;

Ponto 12.4
Associe explicitamente os rótulos aos respectivos controlos
Não há etiquetas para os controlos;

Erros de Prioridade 3

Ponto 4.3
Identifique o idioma principal do documento
Não é indicado o idioma principal do documento;

Ponto 9.5
Defina teclas de atalho para links importantes (incluíndo os que se encontram nos mapas de imagem client-side), controlos de formulário, e grupos de controlos de formulários
Não são proporcionados atalhos de teclado;

Ponto 10.4
Até que os agentes do utilizador consigam manipular controlos vazios correctamente, inclua caracteres predefinidos depreenchimento nas caixas de edição e nas áreas de texto
Há 2 controlos vazios que não incluem caracteres por defeito;

Ponto 10.5
Até que os agentes do utilizador consigam distinguir links adjacentes, inclua caracteres não-linkados, circundados por espaços, entre os links adjacentes
*Links adjacentes” onclick=”display(‘p_105’); return false;
Há 7 casos de links adjacentes que não contêm caracteres imprimíveis não enlaçados entre eles;

Uma vez que o programa não executa a verificação de todas as directrizes, a avaliação dos pontos em falta terá de ser feita manualmente.
Neste caso, existem 37 pontos que necessitam de ser verificados manualmente.

Da análise manual, o seguintes pontos não cumprem os pontos estabelecidos pelas Directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web:

PRIORIDADE 1

Ponto 2.1
Certifique-se de que toda a informação transmitida com base na cor se encontra também disponível sem cor
O site contém informação que é transmitida apenas pela cor;

Ponto 4.1
Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos)
As mudanças de idioma não se encontram correctamente identificados, não se usam os atributos “hreflang” e “charset” para indicar o idioma e o jogo de caracteres no qual se apresentarão os conteúdos enlaçados;

Ponto 5.1
Nas tabelas de dados, identifique as linhas e as colunas que constituem os cabeçalhos
Há 135 tabelas com 639 células de dados e nenhuma célula de cabeçalho (<th>);

Ponto 5.2
Nas tabelas de dados que têm dois ou mais níveis lógicos de linhas ou colunas de cabeçalhos use notação para associar células de dados e células de cabeçalhos
Há 135 tabelas sem células de cabeçalho, existem tabelas de dados complexas, com vários níveis lógicos de cabeçalhos e que não possuem atributos para associar células de dados e de cabeçalhos;

Ponto 6.1
Organize os documentos de forma a que os mesmos sejam passíveis de serem lidos sem o uso das folhas de estilo. Quando um documento HTML é apresentado sem a folha de estilo a que está associado, deve ser, mesmo assim, possível ler o documento
Não é possível ler o documento quando é interpretado sem as folhas de estilo associadas, torna-se muito confuso;

Ponto 11.4
Se, depois de todos os esforços, não conseguir criar uma página acessível, forneça um link para uma página alternativa que use as tecnologias W3C na sua versão acessível, com informação equivalente (ou com as mesmas funcionalidades), que seja actualizada tantas vezes quantas as páginas inacessíveis (originais)
No caso de a página não estar acessível, não proporciona qualquer link para uma página alternativa acessível.

PRIORIDADE 2

Ponto 2.2
Certifique-se que as combinações das cores de fundo e do texto, fornecem um contraste suficiente quando visualizados por alguém que tenha défices de percepção de cor ou quando a mesma é visualizada num ecrã a preto e branco
*(Prioridade 2 para imagens, prioridade 3 para textos)
O contraste da cor entre fundo e primeiro plano (em textos e imagens) não é suficiente, pode constituair um problema em pessoas com dificuldades em perceber tonalidades;

Ponto 3.1
Sempre que existir uma linguagem com notação apropriada, use a notação em vez das imagens para transmitir a informação
Utilizam-se imagens para transmitir essa uma informação, que pode perfeitamente ser transmitida na linguagem de programação em que é feito o site;

Ponto 3.7
Use a notação correcta para citações (<Q> para citação curta e <BLOCKQUOTE> para citação longa, normalmente superior a três linhas). Não utilize a notação de citação para formatar efeitos visuais tais como tabulação/entalhe
Na página não se utilizam elementos para identificar as citações curtas (<q> ou longas <blockquote>);

Ponto 10.1
Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras, e não fazer com que a janela actual seja modificada sem que o utilizador disso seja informado, até que os agentes do utilizador tornem possível a desactivação de janelas secundárias
Há 3 elementos com o atributo “target” e nesses 3 elementos não se dá qualquer conhecimento ao utilizador que se vão abrir outras janelas;
Os scripts e os elementos de programação do site, em geral, não dão qualquer informação quando vão abrir novas janelas;

PRIORIDADE 3

Ponto 4.2
“Especifique por extenso cada abreviatura ou acrónimo quando da sua primeira ocorrência num documento”
Não se define a expansão das abreviaturas e acrónimos com o atributo “title”, além disso, não se indica a expansão quando esta aparece pela primeira vez no documento;

Ponto 5.5
Providencie sumários para as tabelas
Há 135 tabelas, nenhuma com células de cabeçalho e nenhuma delas apresenta um pequeno sumário dos conteúdos, que seria facilmente conseguido através do atributo “summary”;

Ponto 9.4
Crie uma sequência lógica de tabs para percorrer os links, controlos de formulários e objectos
Nenhum elemento contém o atributo “tabindex” e não existe qualquer ordem lógica de tabulação através dos links, controlos de formulário e objectos;

Ponto 10.3
Até que os agentes do utilizador identifiquem correctamente o texto colocado lado a lado, disponibilize uma alternativa linear do texto (na página actual ou numa outra) para todas as tabelas que disponham o texto de forma paralela, ao longo dos limites das colunas
Não se apresenta um texto alternativo linear para todas as tabelas que apresentam o texto em colunas paralelas;

Ponto 11.3
Disponibilize a informação necessária de forma a que os utilizadores recebam os documentos de acordo com as suas preferências. Por exemplo: idioma, tipo de conteúdo, etc
Não se proporciona qualquer alternativa e informação de forma a que os utilizadores possam receber os documentos de acordo com as suas preferências;

Ponto 14.2
Reforce a mensagem texto através de gráficos e/ou áudio na medida em que os mesmos facilitem a compreensão da página
Não se complementa o texto com apresentações gráficas ou sonoras;

O seguintes cumprem o pontos estabelecidos nas directrizes:

PRIORIDADE 1

Ponto 7.1
Evite concepções que possam provocar intermitência do ecrã, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo
Não se provocam quaisquer intermitências no ecrã através de scripts ou outros elementos de programação;

Ponto 14.1
Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web
É utilizada a linguagem mais clara e fácil adequada ao conteúdo do sítio Web e perceptível pelo utilizador alvo.

PRIORIDADE 2

Ponto 3.6
Faça uso da correcta notação para as listas (<ul>…<ol>) e para os seus pontos de enumeração (<li>)
As listas ordenadas não se utilizam apenas para conseguir efeitos de formato, há conteúdos da página que se apresentam como uma lista de elementos;

Ponto 5.3
Não deve usar tabelas para formatar páginas a não ser que a tabela faça sentido quando em formato linear. Caso contrário, se a tabela não fizer sentido, forneça um equivalente alternativo (o qual poderá ser uma versão linear)
O conteúdo das tabelas têm sentido quando estas se apresentam de forma linear;

Ponto 7.2
Evite concepções que possam provocar o piscar (modificação do conteúdo em intervalos constantes) do conteúdo das páginas, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo
Não se provocam flashes no conteúdo da página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação;

Ponto 7.3
Enquanto os agentes do utilizador não permitam congelar o movimento do conteúdo, não use movimento nas páginas
Não se provocam movimentos na página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação;

Ponto 7.4
Não crie páginas de reiniciar periódicamente automáticas, até que os agentes do utilizador possibilitem interromper o processo
Nenhum dos elementos de programação se utiliza para reiniciar automaticamente a página;

Ponto 7.5
Não use a notação para redireccionar páginas automaticamente até que os agentes do utilizador disponham da capacidade para interromper o processo. Em vez disso, aconselha-se a configurar o servidor para executar esse redireccionamento
Nenhum dos elementos de programação se utiliza para re-direccionar automaticamente a página;

Ponto 12.3
Divida grandes blocos de informação em grupos mais geríveis e apropriados
Os blocos grandes de informação encontram-se divididos em grupos manipuláveis;

Ponto 13.1
Identifique claramente o destino de cada link
Os objectivos de cada link encontram-se claramente identificados no código;

Ponto 13.2
Forneça metadados para acrescentar informações semânticas às páginas e aos sítios Web
São utilizados elementos e propriedades que proporcionam metadados à página;

Ponto 13.3
Forneça informação sobre a organização geral do sítio Web (e.g. mapa do site, índice)
O site fornece um mapa do sítio;

Ponto 13.4
Use mecanismos de navegação de uma forma consistente
Todos os mecanismos de navegação são utilizados de forma consistente e coerente;

PRIORIDADE 3

Ponto 13.5
Providencie barras de navegação para salientar e dar acesso aos mecanismos de navegação. De preferência faça uso de elementos de notação para listas (<ul>…<ol>) para estruturar esses mecanismos. Use CSS para lhes dar estilo
Todos os elementos principais para a navegação se apresentam como uma barra de navegação;

Ponto 13.6
Agrupe links relacionados, identifique o grupo (em benefício dos agentes do utilizador) e, até que os agentes do utilizador o façam, forneça uma forma de saltar um grupo
*Links relacionados” onclick=”display(‘p_136’); return false;
Os links que se encontram relacionados encontram-se agrupados e proporcionam meios de saltar esses grupos;

Ponto 13.7
Caso seja fornecida uma função de pesquisa, active diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competências e às preferências dos utilizadores
Nas funções de pesquisa, disponibilizam-se diferentes tipos de pesquisa para diversos níveis de categorias e preferências, é a opção de pesquisa avançada;

Ponto 13.8
Coloque informação diferenciada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc
Toda a informação de identificação se encontra posicionada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas;

Ponto 13.9
Providencie informação sobre colecções de documentos (i.e. documentos compostos por múltiplas páginas)
É proporcionada a informação necessária sobre as colecções de documentos. (Há 6 elementos <link> com o atributo “rel” ou “rev”);

Ponto 13.10
Providencie um meio de saltar por cima de múltiplas linhas em arte ASCII
Não existe nenhum elemento “arte ASCII” que ocupe várias linhas;

Ponto 14.3
Crie um estilo de apresentação que seja consistente ao longo das páginas
O estilo de apresentação do site é consistente em todas as páginas;

Após a verificação automática e depois de ter sido efectuada uma análise manual, é possível concluir que o site do Ministério da Saúde deixa muito a desejar quanto ao cumprimento das directrizes para a acessibilidade do conteúdo da Web.
O que é um erro grave num site comum, torna-se num erro lastimável num site da Administração Pública.
O site cumpre apenas 1 das 37 directrizes, sendo que esta é de Prioridade 2. Ou seja, o site não cumpre nenhum ponto de Prioridade 1, algo que é vergonhoso, porque, como já foi citado anteriormente, atributos de Prioridade 1 são essenciais para que qualquer pessoa possa navegar no site de uma forma minimamente aceitável.

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Testes com Utilizadores

Este teste com utilizadores surge como um complemento à avaliação heurística previamente realizada. Trata-se de um método empírico baseado na experiência e interacção do utilizador com o sistema. O site avaliado será o mesmo – o portal de marketing.
Os testes foram realizados com 2 utilizadores da mesma faixa etária (20 anos), com o mesmo nível de escolaridade e nenhum dos dois tinha qualquer experiência prévia com o site.
O teste foi realizado mediante o cumprimento de 3 objectivos:
1 – Encontrar o livro de design de Jacob Nielsen;

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2 – Aceder ao site da IX Semana Nacional do Marketing através do MKTonline;

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3 – Encontrar a notícia “UE analisa compra da DoubleClick pelo Google”

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Os caminhos e alternativas mais simples para atingir os objectivos foram previamente elaborados, assim como o número de cliques necessários ao cumprimento das várias tarefas. Todas as provas foram cronometradas. A avaliação quantitativa foi elaborada nos seguintes quadros:

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Foram retiradas também conclusões qualitativas no que diz respeito à interacção entre utilizador – sistema:
O Utilizador 1 teve alguma dificuldade em encontrar o caminho de volta para a home, recorrendo de todas as vezes à funçao retroceder do browser. O site assume que o utilizador sabe que ao clicar no logotipo, retornará à página inicial. Outra das dificuldades experimentadas pelo primeiro utilizador foi o facto de o motor de busca interno o ter induzido em erro, uma vez que nos resultados da pesquisa não mostrou a existência de qualquer evento com aquele nome – o que não é verdade.
O Utilizador 2 também experimentou algumas dificuldades no que diz respeito à identificação do tema da notícia. Uma vez que o separador divide as notícias por temas, deveria identificá-las por tags no índice geral, desta forma o utilizador saberia em que tema procurar aquela notícia específica.

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