Arquivo para Novembro, 2007

Aprofundamento da Análise Automática

Este artigo surge na continuação do post da Análise Automática de um site da Administração Pública.
A análise foi complementada foi utilizado o browser Opera e o leitor de ecrã Jaws.
Para compreender melhor a forma como a análise foi feita é necessário esclarecer o conceito do Opera e do Jaws. O Opera é um browser que possui ferramentas e funcionalidades que permitem verificar as Directrizes da Acessibilidade na Web, isto é, permite verificar de uma forma simples se os sites se encontram dentro dos parâmetros estipulados pela WAI. O leitor de ecrã Jaws foi desenhado para permitir aos invisuais navegarem pela web, uma vez que “lê” o conteúdo das páginas web.

O Jaws e o Opera devem ser utilizados em coonjunto, uma vez que para o Jaws proceder à leitura do ecrã é necessário que a página web esteja desformatada, ou seja, na sua línguagem mais pura, o html. Este processo torna-se ainda mais simples, se o site estiver de acordo com as directrizes da acessibilidade na web, uma vez que facilita a leitura do ecrã.

As conclusões que foram tiradas na análise anterior apontaram para uma inadequação do site às directrizes de acessibilidade, o que se verificou na leitura do site do Ministério da Saúde com o Jaws.

A primeira dificuldade, que se encontrou com o leitor de ecrã, tem a ver com o facto de o software funcionar através de comandos de teclado que navegam pelos conteúdos: o site possui uma quantidade enorme de tabelas e frames, que desformatadas desorganizam-se de uma tal forma que é quase impossível navegar com atalhos de teclado pelas opções.

Outra dificuldade que se apresentou na leirura do ecrã foi o facto de a página conter alguns conteúdos em javascript, algo que o Jaws não consegue ler muito bem, pelo menos não ao ponto de tornar o conteúdo perceptível.

O software também não conseguiu ler as imagens, visto estas não possuirem legendas. Isto torna o site ainda mais confuso de navegar, uma vez que muitos conteúdos textuais são apresentados em forma de imagem, é o caso dos botões que não são feitos em linguagem html, mas guardados como imagens.

À semelhança do que acontece com as imagens, os links também não conseguem ser lidos correctamente, uma vez que não possuem qualquer indicação da página que irão direccionar o utilizador. Este fica sem saber para onde vai e como o conteúdo é apresentado no ecrã: se em nova janela, novo separador ou na mesma janela em que se encontra.

O site possui inúmeras tabelas que o software não consegue ler correctamente, fazendo uma leitura completamente desconexa.

Além dos pontos que foram especificados, concluiu-se que é muito difícil de fazer uma leitura organizada e minimamente compreensível do site do Ministério da Saúde. A maioria das funções e opções que o site disponibiliza passam completamente despercebidas pelos utilizadores invisuais: notícias, funções de pesquisa, documentos externos… Todas estas variantes não podem ser exploradas pelos utilizadores invisuais o que tornam o site completamente disfuncional: são poucas as informações que um invisual poderá retirar daquele site.
Mais uma vez, é evidente a falta de atenção que é demonstrada para com os utilizadores com necessidades mais específicas. Os sites das administração pública que deveriam ser sites concebidos a pensar em todos os cidadãos, uma vez que possuem informação de extrema importância, deixam muito a desejar no que diz respeito a utilizadores com necessidades especiais.

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Palestra da YDreams

A palestra da YDreams que decorreu na segunda-feira passada foi simplesmente deliciosa…
A empresa é simplesmente extraordinária: concebe projectos de reality computing para todo o tipo de empresas e para todo o tipo de suportes.

O paradigma da empresa é sem dúvida o “Reality Computing” e o objectivo é, de acordo com eles, “reduzir a zero a distância entre o utilizador e os conteúdos“.
As palavras de ordem deles são inovação e criatividade: a empresa desenvolve produtos completamente originais, super divertidos e totalmente funcionais. A empresa desenvolve interfaces que se aplicam a todo o tipo de coisas, desde o elemento mais simples e óbvio, até ao elemento mais impensável, a título de exemplo: eles desenvolveram de raiz vários conteúdos para o “Bragança Science Center and Silk House“, com interfaces extremamente interessantes e criativos conseguiram construir um museu totalmente interactivo e que teve um enorme sucesso junto do público-alvo; outro dos projectos criados, este de cariz mais simples, foi um simples manual de telemóveis e suas aplicações para a loja da vodafone, o interface era um ecrã que simulava a viragem das páginas do livro e o utilizador poderia fazer todo o tipo de acções usando apenas as mãos.

Aqui estão alguns dos exemplos de inovações que a YDreams conseguiu fazer para várias empresas que a contrataram:

New Toyota Showroom

Hello Kitty Store

Vodafone WOW Stores

A interactividade com o utilizador é de extrema importância para eles e foi dentro deste tema que a maioria da palestra se desenvolveu: apresentaram todo o tipo de etapas que atravessavam para a criação dos projectos, os problemas mais comuns com os quais se deparavam, as soluções mais fáceis e óbvias para os seus problemas, os mestres e inspirações das suas obras…
Um dos mentores mais falados foi Randy Pausch, um pioneiro no campo do mapeamento do mundo virtual

Durante a palestra ouviram-se várias vezes as palavras heurística, affordance e mapeamento do mundo virtual, palavras às quais consegui associar conceitos e imagens. Por outras palavras, consegui seguir claramente o pensamento deles e consegui concretizar as ideias que expunham, ao contrário de muitas pessoas que se encontravam no auditório.

Algumas das frases e palavras que os formadores utilizaram e que me chamaram bastante atenção por conseguir ligar perfeitamente às aulas de Ergonomia foram:

- “O Interface ideal será algo invisível”;
- “tão comum, intuitivo e natural como uma cadeira”;
- “A aprendizagem de um sistema deve ser tão fácil como respirar, comer ou beber”;
- “O design deverá ser tão surpreendente como uma janela aberta numa sala rodeada de paredes”;
- “O interface está em todo o lado”;
- “O sistema tem de ser intuitivo e baseado no conhecimento adquirido cultural e social”;
- “Pegar em objectos comuns e dar-lhes funções totalmente inovadoras”;
- “Somos Multimodais, logo as interfaces também o devem ser”;

A frase com a qual terminaram a palestra foi proferida por Alan Kay e penso que traduz exactamente aquilo que a YDreams faz:
The best way to predict the future is to invent it

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Modelo Conceptual da Infografia Dinâmica

O tema da infografia centrar-se-á na apresentação de uma árvore (uma cerejeira) que, através de várias etapas (induzidas pelo utilizador), irá funcionar como metáfora para o site direccionado para a gestão do stress.
O Público-alvo da infografia será muito mais abrangente que o do próprio site: pretende-se
fazer uma pequena apresentação daquilo que os utilizadores podem encontrar no site, por isso irá ser direccionada para todos aqueles que sofrem de stress, se interessam pelo tema ou apenas se preocupam com algum familiar ou amigo que sofra deste mal.

O objectivo geral do projecto será fazer a apresentação do site de uma forma sucinta e apelativa. A sua primeira função será fazer entender ao utilizador os malefícios que advém do stress e apresentar soluções para evitar e para combater a doença.
A infografia apresentará todos os conteúdos principais do site não só através da metáfora visual, mas também através de um pequeno texto alusivo a cada tema.
Manter-se-á uma ligação temática e estética ao site, isto é, a própria árvore irá ter como base (raiz) os fundamentos do site: paz, equilíbrio, energia e prazer e será concebida imitando uma ilustração em tinta-da-china.
A infografia irá desenvolver-se da seguinte forma:
- Em primeiro lugar, fará uma pequena alusão ao que é o stress e aos malefícios que a doença pode causar.
- Depois apresentará os temas principais do site: Alimentação, Técnicas de Coping, Pensamentos e Conselhos.
Todos estes temas terão um pequeno texto associado que explicará a importância da respectiva categoria na gestão do stress e links para as subcategorias que possuem.
A título de exemplo, no tema alimentação, depois de um pequeno texto explicativo, o utilizador poderá ter acesso às 2 subcategorias que lhe estão associadas: alimentação equilibrada e receitas.
Associados às subcategorias, existirão novamente pequenos textos explicativos do conteúdo da subcategoria no site.

O conceito do projecto é exactamente estabelecer uma comparação entre o site e as etapas da vida de uma árvore. A selecção da árvore como metáfora encontra justificação no facto de ser um organismo vivo que representa tudo aquilo que é natural; de representar visualmente um ciclo, de uma forma muito clara e à qual o utilizador poderá facilmente associar a palavra vida. À semelhança das sementes que são lançadas à terra e que depois passam por uma série de metamorfoses até se transformarem numa árvore, também o site pretende lançar pequenas sementes de equilíbrio, energia e paz para que mais tarde o ser-humano, neste caso o utilizador, possa brilhar com toda a sua força, explorar ao máximo as suas capacidades, aproveitar ao máximo a vida.
O objectivo final do projecto, será exactamente o de mostrar que esta vitalidade só poderá ser alcançada se combatermos e aprendermos a gerir o stress.

A estrutura da infografia irá imitar aquela de uma árvore. Terá como base raízes que estarão associadas a 4 palavras (fundamentos do site): equilíbrio; energia; paz e prazer. Ao viajar por estas palavras o utilizador encontrará diferentes causas e consequências do stress.
Ao clicar nas palavras, o utilizador procederá à próxima etapa da vida de uma árvore. A árvore rompe para a luz, deixa o solo (metáfora para uma nova vida, um novo olhar sobre as coisas), cresce e ramifica.
Os ramos terão nas suas pontas as opções do menu principal do site: Alimentação; Técnicas de Coping; Pensamentos e Conselhos. Cada uma destas palavras terá uma pequena explicação, contextualização quando o utilizador passa com o rato. Ao clicar na palavra, ramo que lhe é associado ou texto, o utilizador terá acesso a uma nova ramificação que apresentará as subcategorias que existem no separador principal.
Ao passar por cada subcategoria, um novo texto explicativo irá aparecer.

Quando o utilizador tiver chegado ao fim de uma ramificação, uma pequena flor brotará na ponta do ramo, simbolizando o final de um percurso e os frutos que provêm desse caminho.

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